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11. Estrela

N/A: Outro tema meio clichê, mas vou fazer o possível pra não ficar algo muito comum. Acho que fracassei terrivelmente, mas, depois desse longo período sem escrever, creio que estou seriamente enferrujada!
2011 será um ano um tanto complicado, mas eu juro que vou terminar esses 50 temas! XD
Obrigada por ler e voltem sempre! ;)

“Olho para o céu noturno onde uma estrela reluz sozinha, as demais escondidas por nuvens e mais nuvens de um tom escuro e esquisito que parece marrom. Tento ver por através dessa cortina encardida, em vão.
Nesses momentos, penso em tudo o que há acima de mim, acima dessas nuvens, acima daquela estrela solitária… Há muito mais… Infinitamente mais do que eu consiga imaginar. Isso me faz sentir tão pequenina, mas de forma alguma sinto-me diminuida ou insignificamente, porque eu não me sinto só, mas completamente incluída em… Algo muito maior. É uma sensação tão reconfortante imaginar o que há além de mim e desse lugar, e tudo parecer tão perfeito, tudo fazer sentido. E sentir que eu (Veja só, eu!) faço parte disso!
Volto a olhar ao meu redor e isso faz com que me lembre dos números e das teorias, dos filósofos e dos físicos, e me sinto tão diminuta, tão deslocada. Nada tem significado e nunca estive tão só, tão vazia.
Quem dera ser aquela estrela, que agora me parecia muito menos solitária e muito mais sortuda do que eu.
Mas, estava tarde e eu realmente precisava ir. Lancei um último olhar à estrela e abri um leve sorriso, esperando um dia poder, em Terra, sentir a mesma sensação que ela.”

7. “Primavera”

N/A: Porque um projeto como esse também carece de temas clichês, temas simples… E precisamos de um pouquinho de leveza nesses posts. Boa leitura, fantasminhas! ^.~/

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O parquinho vazio. Os balanços rangendo. O vento fresco e molhado antes da garoa, o céu laranja e lilás. Fim do dia.
Pena. Poderia ter passado mais devagar esse dia.
Os hibiscos debruçam-se, enroscam-se na grade antiga, as Marias-Sem-Vergonha saltam coloridas por entre as folhas. O farfalhar das árvores, a brisa gentil derrubando uma e outra folha. O cheiro fresco de terra.
Lá longe o barulho dos carros. Lá longe, os prédios e as casas… Tão pequenos! Uma pintura… Tudo tão lúdico, manso, distante. Os verdes, os azuis, os vermelhos e os amarelos desbotados nos brinquedos de ferro e madeira. Era como se fosse criança de novo, via-se ali há anos atrás.
Chuva. Rápida e tórrida. Mesmo assim, ainda sentia o Sol batendo em suas costas, os pingos quentes caindo nos braços nus. Colocou-se em pé sobre o balanço onde estava, dando impulsos cada vez maiores, indo para frente e para trás, como se pudesse sonhar em voar de novo! Como quando éramos crianças!
Gargalhava. Não lembrava-se da última vez que tinha rido daquele jeito! Tudo o que sentira desde a última vez que estivera ali foram somente sentimentos ruins. Ódio, rancor, vontade de se vingar do mundo! Tudo o que ela sentia era tristeza, solidão, vazio… Mas, agora, não importava.
Só o que importava era a chuva primaveril que lhe lavava a alma. Suas gargalhadas. Suas felizes memórias de tempos reluzentes.
Por mais que amanhã, quando eu acordar longe daqui e voltar para aquele lugar cinzento e desagradável, eu vá sentir tudo de novo, me corromper novamente… Sofrer mais um dia, sofrer mais muitos dias até voltar ali…

Até que uma nova primavera despertasse-a para a vida novamente.

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N/A: Saudades de “O Despertar da Primavera”… Saudades do Melchi e da Wendla. Da Ilse e do Hanchen. T_T
“Lá vou eu,
Como um barco
Sem rumo e sem farol
Quantos mares eu verei
E quantas luas rubras depois do Sol?”

6. “Negativos”

N/A: Em nome de todas as fotografias na sala da minha avó, de todos os retratos dentro de uma caixa no meu guarda-roupa e de todas aquelas que estão espalhadas em gavetas, mas principalmente em nome de tudo o que elas significam…
(Pois é, hoje eu acordei nostálgica, mas não é como se eu tivesse muitas coisas boas pra lembrar… O que também não significa que eu não tenha nada de bom pra recordar).

(¯`·._.·[°o.O]·._.·´¯)

Arrastou a caixa de plástico até a mesa, onde depositou-a com dificuldade. Abriu as travas de plástico, tirou a tampa. Era um ritual.
Abrir a antiga caixa colorida e tirar todos os álbuns, todos os porta-retratos quebrados, todas as fotos soltas, todos os negativos em seus sacos plásticos. Olhar um por um, chorar por todas, sorrir por todos. Saudades.
De tudo, o que mais gostava eram os negativos. Olhava-os também, por mais que a maioria das pessoas sempre os tenha ignorado.
Negativos tinham vida própria, mais que as fotos em si. As figuras movimentavam-se, como que movidas por sensações, por sentimentos, no lusco-fusco da memória. Não lhe pareciam assustadores, eles que lhe provavam que aquilo não eram só mais impressões em papel diferente. Faziam-lhe lembrar que houve um tempo, que houve um passado, que existiram pessoas e que coisas aconteceram. Lembrar-lhe que não devia, que não podia, esquecê-los. Eles sempre estariam lá para lhe lembrar.
Tempos mais fáceis nas fotos desbotadas. Mais fácil, mas, talvez, não mais feliz.
Queria ver foto por foto, sentir novamente a felicidade dos aniversários infantis em família e rir da confusão que um primo sozinho poderia causar. Queria sentir a alegria das festinhas de adolescente – Não que elas tivessem tido algum tipo de alegria, muitas vezes eram extremamente solitárias, mesmo se estando rodeada de tanta gente. Não eram por eles seu problema, não queria parecer mal-agradecida. Amava-os, eram sua família querida, mas não eram o suficiente na época. Desculpem, eu não sabia. Eram tudo o que eu tinha… Tudo o que eu precisava.
Foto por foto. Rosto por rosto. Fato por fato.
Lembrar do que deveria ter sido para sempre, mas não durou nem um ano. Era bom demais para ser verdade. Não. Nunca foi de verdade. Era fantasia, mentira. Coisa da sua cabeça. A partir do momento em que começou, já se deteriorava, porque, a partir do momento em que eles se conheceram, antes e depois disso, o tempo esteve correndo. E eles cresceram, e a inveja e o remorso e a raiva e toda aquela gama de sentimentos cruéis… E tudo aquilo se infiltrou em suas bases, corrompeu o que sentiam uns pelos outros, e nada mais era suportável, nada mais era perdoável. Só restou o fim. Nada lhe pareceu tão cruel. Não precisava ter terminado assim…
Mas era sua culpa pensar que seria para sempre. Porque… Nada dura.

Somente as fotos e seus negativos.

E aquilo que nos fazem sentir.

(¯`·._.·[°o.O]·._.·´¯)

N/A: A imagem não tem efeito “negativo” porque eu achei melhor assim. Nada do que eu fiz me agradou, então… ¬¬’ Bom, espero que tenham se distraído um pouquinho.
Obrigada por ler e até a próxima!

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