N/A: E exatamente por isso que é deste aqui que vou começar. Tem toda uma história por trás disso, mas eu já cansei de prometer a vocês histórias complicadas de sair… ¬¬’ Então, esqueçam disso, por favor.
Não sou muito boa em poesia, mas, segundo meus universitários (XD), ficou boa. Quando escrevi, pensei em “Crônicas Vampirescas”, Dr. Polidori, Lord Byron… *_* Lélia, de Àlvares de Azevedo… *_* Ninguém deve conhecer esse poema, mas, procurem. Eu achei que a pessoa descrita nele tinha uma cara de vampiro. Bom, musas mortas já mexem com minha imaginação muito fértil, mesmo porque, não sou chegada nos fantasmas.
Lá vamos nós! Como diria uma amiga minha “Rimando e sem métrica!” ;)
Bom, aguardo comentários com opiniões, sugestões e críticas CONSTRUTIVAS. ^.~d

Confissões esquecidas numa Câmara de Tortura

A tortura ainda não terminou

No que me transformei?
É algo com o qual jamais sonhei!
Não há como retoceder,
Até o fim do mundo vou viver.

Tragam suas tochas!
Façam suas apostas!
Venham nos caçar!
Mas, tentem fazê-lo sob a luz do luar!

Temam meus caninos alvos,
Que, à noite, de rubro são banhados.
E tentem se manter a salvo.
Escondam-se atrás de seus crucifixos, amedrontados.*

O sangue quente pulsa em suas veias
Eu o ouço aqui destas ameias.
Quase faz minha boca salivar
Minha mente começa a turvar.

Num minuto,  te alcanço.
E você é o puro encanto,
Qualquer um pode notar
Quase não posso suportar

Mas, viva eu ainda a quero,
Com sua doçura, seu mistério.
Sinto minha sanidade se esvair.
Mon’amour*, não sei se ainda consigo resistir.

Agora estamos sozinhos.
Estás entregue a mim como o mais dócil cordeirinho**
Não consigo compreender.
Não tens medo do que vou lhe fazer?

Me delicia pensar que estamos a sós,
Não há empecilhos entre nós.
Eu finalmente a matarei.
Oh, céus! No que foi que me tornei!

Por favor, não me chame de demônio, menina
Por mais que minha alma esteja irremediavelmente perdida
Não tens como fugir
Não vou deixá-la ir

Oh, não! Não vá embora ainda!
Agora que sabes, tens de ser minha!
Não há como escapar
Seu sangue, meu será!

E realmente vai ser…
Como todos os outros,
Em meus braços vais desfalecer.

* – As duas estrofes de cor diferente se repetiam mais 3 vezes, como um refrão.

* – Pensei em Lestat de Lioncourt nessa parte. É algo que ele diria, mas não sei se para matar, ele não era de matar inocentes, mas, é algo que me pareceu típico dele.
** – Não foi sem querer. Se “cordeirinho” te fez lembrar “Crepúsculo”, você está certo. Eu, particularmente, prefiro Aro e a gaiola das loucas… Digo, Aro e sua corja do que os outros. Bom, em suma, eu não resisti >D