N/A: Criei esse conto na escola, há 2 anos. Eu estava mesmo na onda “Conde Cain”, dá pra ver claramente! *-* Bons tempos aqueles! Que saudade do Cain i—i
Pode ser que venha continuação por aí. Sempre quis dar continuidade! *—* Quem sabe agora?
Por enquanto, é um texto só pra estreiar o blog. Acho que mudei muito desde quando o escrevi, então, não se assustem! /rsrs/
Bom, aproveitem! Aguardo comentários com sugestões e críticas CONSTRUTIVAS!
Obrigada desde já e até breve!

 

Névoa envenenada

Junho de 1840, Londres, na Inglaterra Vitoriana.
Uma poderosa família de duques se reúne para o velório de Justine, uma senhora reclusa que vivia em seu ateliê, tentando terminar um certo quadro, que não permitia que ninguém visse.
A morte da senhora estava sendo muito comentada, por desconfiarem que ela foi assassinada.
Entre os familiares, tão frios e ambiciosos, o assunto era a herança.
O filho mais velho de Justine, Joseph, não se conformava com o fato da mãe ter deixado tudo para Griford, o único filho de sua irmã caçula.
-Isso só pode ser falso! – bradou, jogando os papéis sobre a mesa.
-Acha mesmo que isso seja falso, Joseph? – questionou um dos primos, do outro lado do cômodo.
-Penso que sim.Não tinha porque ela deixar tudo para ele!Eu sou o filho mais velho e tudo aqui é meu por direito!
-Ela fez bem em não lhe deixar nada! – uma senhora de uns cinqüenta anos levantou-se.
-A senhora ficará contra mim, tia Eleonora?
-Todos aqui sabem que você queria, mesmo, a herança.Não se importava nem um pouco com a minha irmã!
-Por favor, senhora minha tia, não diga bobagens!
-Se ela estivesse morta, você sairia lucrando!
-Está me acusando?Eu seria incapaz de mata-la!
-Por dinheiro você é capaz de tudo! – retrucou Eleonora.
Não demorou muito e todos estavam discutindo e se acusando.
Até que uma moça, alta, de uns trinta e poucos anos, olhos verdes e expressivos, de longos cabelos negros, adentra o cômodo.É recebida friamente por Eleonora:
-Está atrasada, Merediana.
-Eu sei.Sobre o que falavam? – questionou, em tom simpático.
-Estávamos comentando sobre como Joseph lucraria se minha irmã morresse. – ironizou a senhora.
-Não admito que me acuse desse jeito! – defendeu-se o homem.
-Acho que nossa tia tem razão.Soube que esteve aqui durante toda a última semana de vida da tia Justine. – comentou Merediana.
-Está inventando coisas. – disse, calmo.
-Você e aquele pupilo, digamos assim, de sua mãe.Como era o nome dele mesmo? – continuou, pensativa.
-Como sabe disso? – tia Eleonora surpreendeu-se.
-Todos têm seu preço, minha tia. – falou, com um sorriso sarcástico.
-Estão a me acusar, mas nem desconfiaram de Griford!
-Ora, Joseph!Não adianta envolve-lo nessa história!
-Estamos aqui, preocupados em achar um culpado e nem cogitamos o suicídio. – sugeriu alguém.
-Ai, meu Deus! – uma jovem de cabelos loiros, presos em um coque, levantou-se, apavorada – Isso é um pecado mortal!
-Anne, contenha-se! – ralhou Eleonora, tentando disfarçar o espanto.
-Tia Justine era muito religiosa, não faria isso. – tornou a dizer Anne.
-Era.Até a filha morrer. – corrigiu Merediana.
-Eu me recuso a acreditar nisso! – Eleonora estava pálida.
-Não creio que ela tenha feito algo assim. – comentou Merediana.
-Se pretende me acusar, desista! – disse Joseph – Pela última vez, não estive aqui na última semana de vida de minha mãe!
-Torno a dizer que esteve aqui, sim.Pergunte a qualquer um que trabalha ou reside aqui…
Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, uma criada entra, esbaforida e sem cor:
-O ateliê está em chamas!E há alguém lá dentro!
Foi um Deus-nos-acuda!Gente correndo de um lado para o outro, algumas pessoas chegaram a desmaiar, mas, no final, ninguém se feriu e tudo acabou bem.Para alguns…
No meio da confusão Joseph sumiu. Foi encontrado por um dos criados, morto.Tinha sido suicídio.
-Quer prova maior que essa? – foi o que disse Merediana, quando soube.
O ateliê foi totalmente destruído.A polícia chegou à conclusão de que alguém ateou fogo no lugar.A criada que alegou ter visto alguém lá, disse não saber de quem se tratava.
Quanto àquele quadro, não se sabe se foi destruído pelo fogo ou levado pelo indivíduo que invadiu o ateliê.
Afinal, por que Justine não permitia que ninguém visse o que estava pintando?Teria sido por causa do quadro que a assassinaram?Existem mais coisas por trás disso?
São perguntas que somente o tempo, talvez nem ele, nem ninguém, pode responder.