N/A: Porque um projeto como esse também carece de temas clichês, temas simples… E precisamos de um pouquinho de leveza nesses posts. Boa leitura, fantasminhas! ^.~/

×÷·.·´¯`·)»(¯`·._)«(·´¯`·.·÷×

O parquinho vazio. Os balanços rangendo. O vento fresco e molhado antes da garoa, o céu laranja e lilás. Fim do dia.
Pena. Poderia ter passado mais devagar esse dia.
Os hibiscos debruçam-se, enroscam-se na grade antiga, as Marias-Sem-Vergonha saltam coloridas por entre as folhas. O farfalhar das árvores, a brisa gentil derrubando uma e outra folha. O cheiro fresco de terra.
Lá longe o barulho dos carros. Lá longe, os prédios e as casas… Tão pequenos! Uma pintura… Tudo tão lúdico, manso, distante. Os verdes, os azuis, os vermelhos e os amarelos desbotados nos brinquedos de ferro e madeira. Era como se fosse criança de novo, via-se ali há anos atrás.
Chuva. Rápida e tórrida. Mesmo assim, ainda sentia o Sol batendo em suas costas, os pingos quentes caindo nos braços nus. Colocou-se em pé sobre o balanço onde estava, dando impulsos cada vez maiores, indo para frente e para trás, como se pudesse sonhar em voar de novo! Como quando éramos crianças!
Gargalhava. Não lembrava-se da última vez que tinha rido daquele jeito! Tudo o que sentira desde a última vez que estivera ali foram somente sentimentos ruins. Ódio, rancor, vontade de se vingar do mundo! Tudo o que ela sentia era tristeza, solidão, vazio… Mas, agora, não importava.
Só o que importava era a chuva primaveril que lhe lavava a alma. Suas gargalhadas. Suas felizes memórias de tempos reluzentes.
Por mais que amanhã, quando eu acordar longe daqui e voltar para aquele lugar cinzento e desagradável, eu vá sentir tudo de novo, me corromper novamente… Sofrer mais um dia, sofrer mais muitos dias até voltar ali…

Até que uma nova primavera despertasse-a para a vida novamente.

×÷·.·´¯`·)»(¯`·._)«(·´¯`·.·÷×

N/A: Saudades de “O Despertar da Primavera”… Saudades do Melchi e da Wendla. Da Ilse e do Hanchen. T_T
“Lá vou eu,
Como um barco
Sem rumo e sem farol
Quantos mares eu verei
E quantas luas rubras depois do Sol?”