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N/A: Bom, eu tive a ideia pra esse tema há tempos, mas não consegui achar um começo que me agradasse. Descobri-o no dia 19/08 e escrevi tudo numa folha durante o intervalo (no colégio), mas não quis publicar, não gostei do texto, a princípio. Agora que li de novo, achei que ficou bom e que merecia ser postado.
Outro texto denso, mas, mesmo assim, espero que tenham uma boa leitura.
Obrigada pela atenção!

A minha vida inteira eu não tive voz, e agora eu grito. Mas ninguém pode me ouvir. Ninguém nunca mais poderá.
Morrer não é ruim quando você nunca viveu realmente. Mas, nesse momento, dá uma agonia, uma raiva, uma revolta por não ter lutado com toda a força que eu tinha, por não ter vivido com toda a ferocidade que o mundo nos exige.
E dá uma tristeza pensar que vivi como um verme medroso que nunca fez tudo o que podia, tudo o que deveria ter feito para não perecer.
Eu luto agora, em desespero, porque desejo ardentemente a chance de ter a vida que eu mesma abortei com medo da dor! Eu quero – e como quero! – a voz que calei por medo da repressão! Eu quero os dons que ignorei por medo das opiniões! Eu quero os sentimentos que sufoquei por medo daquilo que julguei ser fraqueza!
Não, eu nunca quis mudar. Entretanto, eu também nunca soube o que eu estava jogando fora, nem nunca tive tamanha vontade para fazer tudo diferente!
Eu queria… Não! Eu deveria tê-los obrigado a me ouvir! Deveria tê-los feito calar a boca! Eu deveria… Deveria ter segurado junto a mim tudo o que me pertencia e que eu permiti que me arrancassem!
Oh, Deus! Se ao menos eu pudesse… Se eu ao menos sobrevivesse… Tudo seria diferente!
Não é? Por que não seria, afinal?
Ah, se eu ao menos pudesse…

N/A: Retomando os “50 títulos” após muito tempo ausente. Eu não costumo usar títulos em inglês, mas esse, em especial, me agrada. É o trecho nome de um poema da Mamãe Ganso – trecho muito famoso e bastante usado (Mais informações, na Sessão Curiosidades do blog). Vou ressaltar que não usarei a canção como base, apenas esse pequeno trecho, que significa “E não restou nenhum”.
Boa leitura e obrigada!

Estamos só nós nesta casa. Ela é muito velha e eu me escondo no que um dia foi um armário. Sinto uma aflição imensa ao olhar pela pequena “janela de respiração”, com seu enegrecido gradeado, feito de ligas de metal transversais que se cruzam. Lembra-me filmes de terror. Esse lugar é muito pequeno para conter esse ódio sem precedentes que sinto.
Graças a você, não restou nenhum… Nenhum amigo, nenhum parente, nenhum consolo, nenhum princípio, nenhum pudor, nenhum misero resquício de bondade ou de lucidez ou de amor. Não restará mais nada quando nos encontrarmos.
Eu sinto como se não pertencesse mais ao Mundo dos Vivos. Minha alma foi embora e restou somente o animal ferido e raivoso. Eu fui me perdendo aos poucos, cada parte dilacerada foi sendo abandonada pelos cantos deste nosso campo de batalha. Em cada trincheira de minha mente, uma lembrança que foi arrancada de mim, uma pessoa que amei demais, um sentimento puro do qual tenho apenas vaga noção.
Talvez almas sejam como estrelas e, quando morrem, em seu lugar surgem buracos negros que sugam tudo o que estiver em seu caminho. Eu suguei vidas para dentro desse meu buraco negro. Vidas que estavam irremediavelmente ligadas à minha e à dela. Eu tenho em minhas mãos o sangue daqueles que amei.
Ah, se ao menos eu pudesse tê-los de volta!
E pensar que tudo começou com uma rivalidade idiota! Agora, virou um pesadelo! Eu estava só tentando me defender… Mas parece que passei daquela fronteira que separa Dr. Jekyll de Mr. Hyde.
Como eu era antes disso? Como eu vivia antes de devorar existências com minha alma maculada e lácera? Eu sinceramente não me lembro. Não há volta, afinal. Jekyll não conseguiu controlar Hyde. E eu não consigo me controlar mais.
Não quero me recuperar. Quero viver com essas mutilações até os meus últimos dias. Não quero nova chance. Quero me afundar em sangue e podridão, até que eles me sufoquem.
Meus sentidos estão alertas como nunca estiveram antes e cada célula do meu corpo pulsa de expectativa. E eu não consigo imaginar como uma pessoa pode viver sem sentir isso, essa adrenalina violenta que consome aos poucos minha sanidade.
Mas, pensando bem (E eu tenho pensado com tanta clareza e rapidez!), só os moribundos sentem isso. Só os mutilados, os corrompidos, os condenados… Só gente como eu sente isso, porque aquela sensação… Aquela emoção de estar vivo… Nunca mais sentiremos.
Agora somos só nós nesta casa, entretanto, amanhã talvez não reste mais ninguém. Eu vou viver, tenha certeza disso. Viver até terminar com essa palhaçada. Depois…
E depois?
Passos no corredor. Meu corpo inteiro se retesa e eu ouço o grito de guerra de meu ser atormentado. Não, não vai restar nenhum miserável da sua raça para contar história!
Espero e espero. Parece uma eternidade agora.
Uma tábua do quarto range e eu emito um som de animal assustado, porque quero que ele pense que estou morrendo de medo, chorando em um canto.
Posso ver seu sorriso. Posso ver você chegando perto do armário E, quando você está bem perto, posso ver a sua cara quando a porta é empurrada com toda a sua força, atingindo esse belo rostinho odioso.
O soalho rangeu quando o corpo bateu no chão. Ele podia nunca mais ter se erguido, mas eu deixei que o fizesse. Era pra fechar com chave de ouro, pensei, com um sorriso a deformar meu rosto.

A tosse faz todo meu tórax doer. Eu venci, mas não vou viver. Não vou e nem quero.
Os ferimentos não doem mais e eu me deixo escorregar pela parede, acomodando-me em um canto. Vejo a luz do sol nascente infiltrar-se no quarto pelas frestas das imensas persianas de madeira.
Meu peito dói porque estou soluçando. Parece que faz séculos que não derramo uma lágrima, e essa é a melhor sensação do mundo.
Eu mereço o pior lugar do Hades, porque não me arrependo do que acabei de fazer. Eu mereceria mesmo que me arrependesse. Mereço, apesar de a dor de meus outros atos ferir-me mais que os cortes.
Não lamento minha morte. Se eu pudesse voltar ao começo, eu mesmo a teria provocado.
As réstias de luz se confundem, se expandem. Não consigo ver. As palavras e pensamentos se embaralham. Não consigo falar. O ar falta e eu o busco em desespero. Não consigo respirar. Não… Não consig…

E não restou nenhum, afinal…

N/A: Desculpem, exagerei. Fiquei até com medo. O_O’ Da próxima vez, vou escrever algo mais alegre, prometo!

4.”Monstros lá fora”

Mais uma noite insône. Sabia que se nada fizesse, ia ser como todas muitas noites das quais tinha lembrança: Ficar chorando, apavorada e encolhida em um canto.
Não era nada produtivo, e por isso mesmo fazia cerca de seis meses que começara a ler compulsivamente para não precisar pensar em sua fobia da noite, do escuro, de qualquer coisa da qual não se lembrava, mas que talvez soubesse há 3 anos atrás. Se recusava a usar o computador, se recusava a ligar a televisão na sala, e, se houvesse alguém em casa naquela noite, não iria acordá-las.
Não que ela não dormisse. Dormia, mas só depois da três da matina, e isso se ela estivesse com sorte.
Não queria sair dali, mesmo que não houvesse nada na sala, não queria pagar para ver. Algo em sua mente a impedia de tudo. Era algum tipo de trauma que não conseguia lembrar, mas não a deixava sair, não a deixava viver. Como não lembrar de tal fato?
Deveria ser um daqueles casos em que a mente bloqueava algumas lembranças cruéis. Se era uma tentativa de mantê-la lúcida, dera muito errado, porque ela estava enlouquecendo.
Ecoava em sua cabeça, quando ela estava assim, sozinha e desocupada, as mesmas perguntas daqueles que a cercavam:
“Por que você não sai com a gente hoje à noite?”
“Por que você sempre vai embora com tanta pressa?”
Ou, então, as palavras de incentivo, sempre as mesmas:
“Não se preocupe, nada vai acontecer. Divirta-se”
“Não tem nada lá fora, não tem porque você se preocupar.”
E isso sempre a lembrava do porque nunca contava aquilo a ninguém. Ela já até podia ouvir, quando pensava em falar, a mesma pergunta que, muitas vezes, fez a si mesma: “Por que você não procura um psicologo?”.
Porque não. Não saio, não vou me divertir, me recuso a dizer isso a alguém! Quem acreditaria em sua reposta, em seus medos, em seus relatos? Quem iria acreditar, quem poderia levá-la a sério quando ela dissesse que não saía à noite porque havia monstros lá fora?
Monstros que eram como humanos – e talvez fossem só humanos mesmo, mas isso não os tornava menos atrozes – e com os quais ela sabia que não podia lutar. Talvez já tivesse tentado, quem poderia dizer? Quem a conhecera há 3 anos para poder responder a tal questão?
Não se lembrava, mas todo seu ser sabia – e lhe gritava – que não deveria sair à noite, que não devia ficar no escuro, que não estava segura em outros lugares senão ali. Podia não saber de nada do que ocorrera há 3 anos (um grande branco no meio de sua história), mas ela sabia que tinham monstros lá fora…
E eles a queriam. E como a queriam.

N/A: Gostaria de deixar uma coisa bem clara: da mesma forma como sempre é dito no final das novelas (ou pelo menos, sempre era) e dos seriados policiais, como Cold Case, nenhum fato ou personagem é real, é tudo ficção e qualquer ponto em comum com a realidade é mera coincidência.
Bom, por favor, comentem! Preciso saber se vocês (seja lá quem vocês sejam) estão achando. Obrigada por ler e bom feriado pra todos! ;D

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Não era como o mundo que um dia conheci, o “mundo lá fora” que um dia eu havia visto, mas também não era como um mundo de sonhos. Era um bolha, sim, mas não uma bolha de sabão, cristalina e translúcida, por onde a luz se filtra em arco-íris.
Era uma bolha de sangue. Densa, escura, distorcida e incompleta, incapaz de flutuar como as de sabão, por onde nada passa e que sempre deixam marcas.
Tudo aqui se pune. Em todo lugar, creio, por mais que não conheça muito desse que chamam “O mundo lá fora”.
-Não deve valer a pena. – comentei, do outro lado da porta. Era muito cedo ainda.
-Claro que vale! Talvez não pra você, mas pra nós, valeria tudo! – respondeu-me a voz do outro lado.
-Não fale no plural, me faz pensar que estou falando com uma massa devoradora de humanos. E não vale a pena, já lhe disse. Tanto aqui, como em Roma ou em Veneza ou em qualquer lugar lá fora, vai ser a mesma coisa.
-Terei liberdade para ir e vir e dizer o que quiser.
-Não conte com isso, menino. Não há como você sair do rebanho, eu realmente sinto muito, mas, não ponha tudo a perder, você ainda é um dos favoritos.
-Não os defenda. – aquela ferocidade na voz jovem era tão infantil. Não, ele nunca cresceu. – Você nunca esteve aqui, do lado de cá, nunca esteve num calabouço sujo, onde as pessoas gritam e agonizam…
-Se quiser rebelar-se, vá em frente. Ninguém neste lugar, nem lá em cima, nem aqui embaixo, entenderia o lugar de onde vim… Não sei de minha família e já faz tanto tempo… – Ou seriam somente alguns meses? No lugar onde estive, da última vez em que minha pele ainda era cálida, tudo parecia lento demais e, ao mesmo tempo, rápido demais… Pareceram-me muitos séculos. – Não se julgue tão digno de pena. Tornar-se-á um deles se continuar assim.
Não esperei resposta naquela manhã. Subi. Aquele lugar me deprimia e, além do mais, por que não aproveitar do dom que somente eu possuia?
Os róseos dedos d’Aurora filtravam-se pelo teto abobadado, tímidos. Tão falso! Tão vil! No doce silêncio da matina, parecia uma bolha de sabão inocente, inofensiva.
-Quanta mentira – murmurei, os olhos fechados à luz tênue e – Quanta ironia! – vermelha.
Olhei para as janelas lá no alto, demorei-me no tom carmesim do vidro que as compunha, imaginei-me lá fora, no fervor de Roma, entre tantos que chegaria a tornar-me ninguém… Ninguém especial… Ah! Se um dia eu pudesse ter sido tão inútil, talvez não estivesse aqui agora.
Não poderia prever, enquanto o torpor do “sono” me paralisava, que naquela noite eu veria muitas bolhas de sangue.

-Eu não te disse para não fazer nenhuma idiotice antes? Onde estão seus amigos agora? Onde está o “nós” agora? – as palavras sairam como se tivessem vontade própria, assim que o vi imobilizado em minha Gaiola de Suspensão (N/A: Pelo que me consta, Gaiola de Suspensão era um “instrumento de tortura” no formato de uma gaiola onde a pessoa só podia ficar em uma posição – ao que parece, em pé. O condenado ficava lá por um certo tempo, dependendo, até a morte. Queria ter usado o Violino da Desonra, mas só vi isso em um lugar e me faltavam fotos e fontes, então… ¬¬’). – Bom, pelo menos agora você sabe de onde eu venho.
Não haveria olhar suplicante que me fizesse parar. Agradava-me ver as bolhas carmesim sobre a pele rósea, quentes como somente o sangue pode ser. Além do que, odeio gente estúpida…

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N/A²: Existem bolhas de sangue. Aparece antes de qualquer outro tipo de bolha no Google. Acho que esse texto ficou um pouquinho melhor que o anterior, mas, estou só me aquecendo >D
Obrigada por ler e voltem sempre! ;)

N/A:  Era pra ser algo mais sombrio, ou algo totalmente fofo, mas não consegui nem um, nem outro. T_T Ficou besta, mas isso é só pra esquentar. O primeiro dos 50 temas. Vou fazer melhor no próximo, juro ;)
Aproveitem e não se assustem, não é dos piores, não. Está até bem fraquinho…
Obrigada e não se esqueçam de deixar seu comentário pra fazer uma criança feliz! ;)

Brincou com o frasco de comprimidos, sacudiu-o, ouvindo os círculos cor-de-rosa se chocarem melodicamente contra o vidro. Era música para seus ouvidos, para todo o seu ser, era a esperada marcha fúnebre.
Pensou em como que algo tão inofensivo, até fofo talvez, pudesse acabar com uma vida tão rápido. Não era tarja preta, nunca precisara daquilo, mas em uma grande quantidade, poderia até matá-la.
Não fazia sentido viver, nunca fizere. Não era uma pancada da vida que a fizera cair, sabia que o mundo era ruim, mas não deveria ser tão mal junto de quem se ama… Ah, sim! Te traíram… O que se pode fazer? Não se vai a lugar algum com a alma destruída, quando tudo o que você construiu, tudo o que você pensou que conseguiria somem num borrão.
30 minutos e estava tudo destruído. Por que tamanha crueldade? Deveria protegê-la, era como sua família, e, na verdade, só estava esperando para puxar o seu tapete!
Que ironia! Uma vez, um dia, fugira para seus braços e agora, não tinha mais para onde correr. O que fazer? O que fazer?
Uma alma sem esperanças? Não existe, é o mesmo dizer que não há nada.
Um corpo sem alma é um corpo morto. O pior tipo de morte. A morte interna é uma agonia.
Convenceu-se de que nada havia além da vida e, se era para arrastar um corpo meio-vivo por mais anos e anos a fio, para no final não haver nada, melhor acabar com aquilo imediatamente.
Agitou novamente o pequeno frasco, o sorriso débil e inseguro. As mãos tremiam enquanto enxugavam os olhos e afastam o cabelo do rosto.
Seus ouvidos foram tomados por silêncio opressor e anormal e ela mal ouviu a tampinha do pote se chocar com o piso do quarto.
Nada de carta. Nada de pompa. Nada de drama, só acabe já com isso. Por favor.
Respirou fundo, fechou os olhos, tomou coragem.
Não ouviu a porta se abrir, não ouviu ninguém se aproximar enquanto continuava a tentar se convencer de que nada havia a ser temido…
Sentiu mãos em seus ombros, ouviu o vidro se estilhaçar em algum canto quando o frasco voou de sua mão.
Foi erguida do chão, o mundo girou ao seu redor e, mesmo não tendo certeza do acontecia, sabia que tinha dado errado e, uma parte de seu ser agradecia àqueles que a impediram.
Pousaram seu corpo na cama, um rosto tampou a luz:
-Eu não acredito que você ia fazer isso! – começou – Eu descuido por um minutinho e olha o que acontece!
Não ouvia mais nada. Uma parte de si sentia-se tão aliviada que chegava a doer. Parecia coisa do destino que ele estivesse ali naquela hora, que ele tivesse conseguido chegar ali exatamente naquela hora depois de dois meses sem contato algum.
-Acho que foi um sinal – murmurou, avoada.
-Sinal? Sinal é o que você vai ganhar quando sua irmã souber! Um sinal roxo e redondo em volta do olho… Sabe, eu queria mesmo ver você engolir tudo aquilo na raça… Queria mesmo. – disse ele, tentando parecer descontraído – Mas, da próxima vez, tente com MM’s, ok?
-Não vai ter próxima vez. – ela bagunçou os fios castanho-escuros, sem se dar conta da posição constrangedora, para dizer o minímo.
A porta se escancarou e os dois pularam, sobressaltados.
-Ah, eu sabia! Eu sabia que você estava rondando a minha irmã! SAFADO! Se aproveitando da inocência da minha pobre irmãzinha…
Ele passou correndo pela porta, com a outra praticamente grudada em seu pescoço.
-Não quero saber! Vou estrangular você! Onde você arranjou uma cópia da chave? Eu quero saber como você entra! – a porta bateu, mas ela ainda ouvia.
Suspirou e esticou-se na cama, as mãos cruzadas na nuca. Tudo pareceu-lhe distante e estranho, como se não fosse com ela, como se nada tivesse acontecido. Era como a lembrança de outro.
Onde estava com a cabeça? Não sabia, mas, agora, ela estava no lugar certo, seus pensamentos pareciam claros novamente.
-Ei… Espera, olha os… – um grito de dor e ela teve certeza de que a irmã achara os cacos. – Eu não disse?

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